Quatro Toques

Fui à abertura da 2ª Tarrafa Literária – Festival Internacional de Literatura que aconteceu em Santos, de 22 a 26 de setembro. Trata-se de um evento cultural nos moldes da FLIP – Feira Internacional de Literatura, que é realizada já há alguns anos em Paraty, Rio de Janeiro. A versão santista começou em 2009, no mesmo Teatro Guarany onde aconteceu esse ano.

O excelente show de abertura ficou a cargo de Tom Zé, um artista originalíssimo, capaz de, entre outras coisas, botar prá requebrar ao som de alguns forrós, o público presente ao seu espetáculo.

Nos dias seguintes, diversas mesas de discussão entre artistas, jornalistas e escritores nacionais e internacionais como, entre outros, Nina Horta, Luiz Fernando Veríssimo, José Miguel Wisnik, Angeli, Zuenir Ventura, Jeremy Mercer, Joca Reiner, Mark Crick, João Barone, Zeca Baleiro e Roberto Muylaert, foram acompanhadas pelo auditório lotado.

Creio que esse é um evento que já faz parte da agenda cultural do país.

Depois de ler diversas referências elogiosas, fui assistir a “Wall Street, o Dinheiro Nunca Dorme”, direção de Oliver Stone e estrelado por Michael Douglas, Shia Labeouf, Carey Mulligan e Susan Sarandon, todos com excelentes interpretações.

Achei o filme bom, dá para se divertir, mas não creio que mereça esses elogios rasgados da crítica. As fitas americanas não resistem aos manjados clichês e situações inverossímeis, que acabam por interferir negativamente no resultado.

Acho que os elogios se devem muito mais a uma carência enorme de bons filmes do que pela qualidade de “Wall Street, o Dinheiro Nunca Dorme”. Ou seja, basta aparecer algo melhorzinho que a crítica vai logo consagrando. Como, aliás, já havia feito recentemente, cobrindo de elogios a “Tudo Pode Dar Certo”, um filme mediano, meio passado, do Woody Allen.

No sábado me aventurei a ir ao Credicard Hall (35 minutos para conseguir colocar o carro num estacionamento a 500 metros de distância, ao preço fixo de R$ 30,00), para assistir ao show de lançamento do novo CD de Djavan “Ária”. Nesse CD o artista alagoano canta apenas músicas de outros compositores e que marcaram a sua carreira, que começou como crooner em boates do Rio de Janeiro.

No show, porém, ele também interpretou canções de sua autoria como Flor de Lis, Lambada de Serpente, Samurai, Pétala e Faltando um Pedaço que, com a música Palco, de Gilberto Gil, incendiaram a platéia. Um belo show, no mais alto astral.

Não sei quem é mais chato ou patético em recentes passagens pelo nosso país: o milionário diretor de cinema Oliver Stone ou milionário ator Benício del Toro, ambos se deliciando com  a doce vida da alta burguesia carioca, mas fazendo o maior charme de socialistas, defensores incondicionais do regime chavista.

Eu acreditaria nas intenções de ambos se decidissem sair de Hollywood e se mudassem de mala e cuia para a Venezuela.

– Mauricio Souza Neto – publicitário, escritor e sócio-diretor de criação da Bee Comunicação Associados

Esse texto também pode ser lido no blog do Maurício, Sem Direção.

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