Arquivo de setembro \27\UTC 2010

Quatro Toques

Fui à abertura da 2ª Tarrafa Literária – Festival Internacional de Literatura que aconteceu em Santos, de 22 a 26 de setembro. Trata-se de um evento cultural nos moldes da FLIP – Feira Internacional de Literatura, que é realizada já há alguns anos em Paraty, Rio de Janeiro. A versão santista começou em 2009, no mesmo Teatro Guarany onde aconteceu esse ano.

O excelente show de abertura ficou a cargo de Tom Zé, um artista originalíssimo, capaz de, entre outras coisas, botar prá requebrar ao som de alguns forrós, o público presente ao seu espetáculo.

Nos dias seguintes, diversas mesas de discussão entre artistas, jornalistas e escritores nacionais e internacionais como, entre outros, Nina Horta, Luiz Fernando Veríssimo, José Miguel Wisnik, Angeli, Zuenir Ventura, Jeremy Mercer, Joca Reiner, Mark Crick, João Barone, Zeca Baleiro e Roberto Muylaert, foram acompanhadas pelo auditório lotado.

Creio que esse é um evento que já faz parte da agenda cultural do país.

Depois de ler diversas referências elogiosas, fui assistir a “Wall Street, o Dinheiro Nunca Dorme”, direção de Oliver Stone e estrelado por Michael Douglas, Shia Labeouf, Carey Mulligan e Susan Sarandon, todos com excelentes interpretações.

Achei o filme bom, dá para se divertir, mas não creio que mereça esses elogios rasgados da crítica. As fitas americanas não resistem aos manjados clichês e situações inverossímeis, que acabam por interferir negativamente no resultado.

Acho que os elogios se devem muito mais a uma carência enorme de bons filmes do que pela qualidade de “Wall Street, o Dinheiro Nunca Dorme”. Ou seja, basta aparecer algo melhorzinho que a crítica vai logo consagrando. Como, aliás, já havia feito recentemente, cobrindo de elogios a “Tudo Pode Dar Certo”, um filme mediano, meio passado, do Woody Allen.

No sábado me aventurei a ir ao Credicard Hall (35 minutos para conseguir colocar o carro num estacionamento a 500 metros de distância, ao preço fixo de R$ 30,00), para assistir ao show de lançamento do novo CD de Djavan “Ária”. Nesse CD o artista alagoano canta apenas músicas de outros compositores e que marcaram a sua carreira, que começou como crooner em boates do Rio de Janeiro.

No show, porém, ele também interpretou canções de sua autoria como Flor de Lis, Lambada de Serpente, Samurai, Pétala e Faltando um Pedaço que, com a música Palco, de Gilberto Gil, incendiaram a platéia. Um belo show, no mais alto astral.

Não sei quem é mais chato ou patético em recentes passagens pelo nosso país: o milionário diretor de cinema Oliver Stone ou milionário ator Benício del Toro, ambos se deliciando com  a doce vida da alta burguesia carioca, mas fazendo o maior charme de socialistas, defensores incondicionais do regime chavista.

Eu acreditaria nas intenções de ambos se decidissem sair de Hollywood e se mudassem de mala e cuia para a Venezuela.

– Mauricio Souza Neto – publicitário, escritor e sócio-diretor de criação da Bee Comunicação Associados

Esse texto também pode ser lido no blog do Maurício, Sem Direção.

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Graffiti Fine Art (MuBE)

Fabio Costa “Fagu” é diretor de Arte e pós-graduado em História da Arte. Tem a fotografia como segunda profissão e primeira paixão. Há mais de 5 anos fotografa diariamente cores, formas e histórias por onde passa. Busca no cotidiano, pela fotografia, sensibilidade e sabedoria. Seu tema é a vida, os dias, as ruas, graffitis, pessoas e tudo o que o encantar. Em resumo: é um fotógrafo eclético, apaixonado pela estética e por contar histórias. Fabio Costa “Fagu“.

O Graffiti Fine Art é a 1ª Bienal Internacional de Graffiti que acontece no MuBE (Museu Brasileiro da Escultura), de 03 de setembro a 03 de outubro de 2010.

“A efemeridade do graffiti é o que faz dessa arte o que ela é. Essa incansável superacão do dia a dia nas ruas, dos muros, da soberania de quem vence. A realidade urbana é implacável, não poupa nada, nem valores. Não se preocupa se foram minutos, horas ou dias de trabalho naquele pedaço de cidade. De repente tudo aquilo se foi, não existe mais e está livre para que outra história passe por ali.
A fotografia, enquanto membro dessa realidade, cumpre seu papel de registrar essas histórias, de proteger essa manifestação, para que seja analisada, criticada, odiada ou amada futuramente. Esse registro é feito por uma outra pessoa, que normalmente desconhece as ideais de quem fez esses graffitis. Às vezes conhece o artista, mas dificilmente conhece a história daquela parede e, somado a isso, registra o seu ponto de vista daquilo que também está acerca daquele muro com seu ponto de vista.
Buscando muito mais que apenas o registro documental das paredes produzidas, a fotografia de graffiti pode mostrar uma realidade não vista em jornais e revistas, uma realidade questionadora, cruel, porém colorida e, em certos casos, cômica, com um lado sarcástico, que leva o graffiti e a fotografia a um múltiplo comum, criando uma obra única, como uma representatividade cultural e documental muito importante para os estudos de uma época, lugar e cultura.”
– Flávio Samelo (curador do núcleo de fotografia)

A Bienal conta com o apoio do Holiday Inn, que abriga em seu lobby algumas obras dos artistas. A entrada no evento é gratuita, e a programação pode ser conferida aqui.

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II Tarrafa Literária (Santos)

A Tarrafa Literária é um evento de âmbito internacional sediado pela cidade Santos, no litoral paulista, e acontece de 22 a 26 de setembro de 2010. A primeira edição, em 2009, foi um sucesso, e em 2010 contará com nomes como Luiz Fernando Veríssimo, Angeli e Zeca Baleiro. A feira é parecida com a FLIP de Paraty, e o ingresso para participar é 1 livro usado.

Acompanhe o blog ao longo da semana para saber mais sobre a Tarrafa!

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